Frase Fernando Haddad - Fomos Criados Para Criar

PRODUZIR OU COPIAR? COPIAR OU REPRODUZIR?

Parece a mesma coisa  mas não é!!!

A base da questão a cima é: MÚSICA PRÓPRIA X COVER.

No texto de hoje, o conteúdo serve para músicos em geral. Mas o papo é com você, batera!

Você já reparou o quão está escassa a vontade de muitos músicos de criarem suas artes? O seu ritmo, o seu som, a sua pegada?

Sem contar a falta de capricho na música e todo o capricho no clipe, nas fotos…

Isso se dá muito por uma zona de conforto que o Cover te dá (deixando claro que isso é apenas um ponto de vista, uma opinião, e não um protocolo).

“Fazer cover” é a entrada para a criação. É a semente que você precisa para entender a pegada de muitos bateras e seguir desenvolvendo a sua pegada própria, que leve a sua assinatura. Quer ver como você sabe do que eu estou falando:

PENSE RÁPIDO: ELOY CASAGRANDE! JOÃO BARONE! BACALHAU!

Aposto que você criou a imagem dos três bateristas que citei e você os imaginou tocando!  E isso se dá devido a PERSONALIDADE MUSICAL deles.

Sempre ouço em alguns bate papos, pontos de vistas como: “Tem que mesclar os dois. Se não tiver cover é difícil de agitar a galera.” ou algo do tipo “putz, som próprio é complicado, para fazer sucesso tem que ter muito (muito mesmo) trabalho e sorte.”

EU TE PERGUNTO: COMO SURGIU O COVER QUE “AGITA A GALERA” QUE VOCÊ FAZ?
QUE SUCESSO É ESSE QUE MUITOS QUEREM SE NEM CRIANDO ESTÃO?

Batera, se liga:

-Você tem um instrumento nas mãos que tem um poder INIMAGINÁVEL.
– Crie, estude, recrie, faça versões… porém: CRIE.
– O Sucesso é conseguir criar e se sentir realizado. O resto é troféu que vem depois.
– O Sucesso é conseguir assumir que não ficou bom e conseguir voltar com algo ÓTIMO.

Fica aqui uma dica de criação:

Vejo dicas aqui no blog, como por exemplo: PARADIDDLES!! Ao desenvolver a habilidade, pegada, tempo, conseguir DOMINAR o exercício, faça a seguinte experiência:

– PARADIDDLE: RL RR LR LL RL RR L (bem simples)
– Distribua esse exercício dentro de uma levada, também simples, tipo “bumbo no 1 e caixa no 2”.
– Feito isso, experimente levar essa levada agregando o paradiddle em tempos desde  80bpm e chegando em 180bpm. Experimentes ritmos entre rock e funk.
– Assim que você dominar e brincar com essa levada, escolha outro paradiddle e mescle com outra levada. (nada complexo, nessa hora, O MENOS É MAIS).
– Depois, chame um guitarrista e um baixista, e CRIEM.

O universo da criação é basicamente infinito.

Você não precisa ficar apenas nessa linha de pensamento. Vou te ajudar com mais um ponto, caso você não seja de muito amigos haha:

  • Um bom amigo nessas horas, pode ser o Sr. YouTube.
  • Lá, você pode encontrar músicas que você ama, e descobrir COMO ELA É, SEM A BATERIA!!!
  • Basta você ir na procura e digitar, por exemplo: “Michael Jackson Billie Jean DRUMLESS”.
  • A palavra DRUMLESS vai lhe trazer uma imensidão de músicas sem a bateria.
  • Outros termos que você pode tentar são: “playalong, backtrack”

O Exemplo de exercício que citei aqui no texto, você consegue fazer com a música Billie Jean.
Se você for um pouco criativo, você já sabe o que fazer.

Qual foi o último trabalho próprio que você desenvolveu com amor, curtindo, aproveitando aquele momento que você não queria que acabasse? – O COVER QUE VOCÊ FAZ, VEIO DESSE MOMENTO.

FAÇA AGORA UM FUTURO COVER!

Richard Haddad

Colunista do Blog do Baterista e baterista da banda Resilienz. Seu trabalho tem tomado visibilidade após o lançamento do EP Dias Insanos. A banda já tem trabalho novo chegando por aí! Fiquem ligados.