Bom Dia galera linda desse blog maravilhoso.
Hoje estava ouvindo o último álbum do Bring Me The Horizon (uma banda de rock) que é uma das minhas favoritas desde meus 16 anos de idade. Quando me reparei com algumas levadas de bateria totalmente incomuns na proposta que uma banda de rock padrão traria.
Então eu reparei uma estratégia bacana para eu e você enriquecermos a nossa Dinâmica, que é um fator muito importante no nosso instrumento.
Vamos nessa então?
Dinâmica
De acordo com o Dicionário a palavra Dinâmica na música se aplica da seguinte:
-> Maneira: Variação, graduação ou alteração da intensidade do som durante a execução de um trecho musical.
E até então muitos bateristas que eu conversei até hoje tem uma perspectiva da palavra dinâmica apenas relacionada com alterações que se faz na música nas transições de um verso pro refrão, ou de um refrão para uma ponte por exemplo.
Mas hoje nessa breve leitura vamos enriquecer um pouco nosso olhar sobre tudo que a Dinâmica pode significar.
– Você já sentiu alguma vez que tudo que você cria ta sempre muito parecido?
– Já sentiu dificuldade pra tocar de uma forma diferente?
Muitos Bateristas passam por isso junto com a gente existem alguns passos que podemos dar para termos um resultado positivo nesse aspecto.
O primeiro é desconstruir (em partes) essa perspectiva padronizada que existe sobre estrutura musical e suas alterações como: Introdução, verso, pré-refrão, refrão e etc.
Imagine se durante a execução de cada uma dessas etapas de uma música você possa inserir alterações e mudanças antes mesmo de um verso virar um refrão ou um pré refrão.
Essas mudanças podem ou não serem discretas.
Isso vai da nossa curiosidade na hora de explorarmos.
Criatividade
Outro Passo que pode nos trazer um ótimo resultado na dificuldade de tocarmos de forma diferente é a Expansão da nossa criatividade.
Mas afinal esse termo se trata de algo muito intangível não é mesmo?
Agora você me pergunta: Como eu posso de maneira prática expandir minha criatividade, Gustavo?
E a boa notícia é que: Sim, existe coisas práticas sim que podemos fazer para expandir nossa criatividade no instrumento.
Lembra daquele ditado: “Nada se cria, tudo se transforma?” (Antoine Laurent Lavoisier 1743 – 1794)
Lavoisier ficou conhecido por derrubar teorias científicas e com essa frase ele referia-se sobre a natureza.
Pulando aquela parte de discutirmos se esse ditado é ou não uma verdade ou se isso se aplica ou não na música.
Vamos lembrar que todos nós não nascemos com baquetas nas mãos.
Embora alguns chegaram bem perto disso haha 🙂
Mas a questão é que antes de se quer sentarmos em um banco de bateria ou segurarmos um par de baquetas, antes de fazer qualquer uma dessas coisas nós ouvimos música, assistimos bateristas na televisão, alguém nos inspirou.
E aquilo que hoje chamamos de criatividade tem uma conexão extremamente forte com essa ou essas inspirações, ou seja, com aquilo que ouvimos e vemos.
Então algo prático que pode ajudar muito na expansão de nossa criatividade é ouvir estilos diferentes, abrirmos nossa mente para a verdade de que é possível encontrar inspirações musicais em estilos que nunca antes exploramos.
Falar disso também te deixa com a cara assim?


Tudo bem rsrsrs
Eu te entendo, mas vou te dar um exemplo. Eu não sou muito fã de forró e sertanejo.
Mas temos que concordar que os bateristas que criam essas linhas de bateria dessas músicas merecem aplausos!!! Os caras tocam demais e as linhas de bateria dessas músicas são impressionantes sem nenhuma dúvida não é verdade?

Eu sabia que você iria concordar comigo nisso…
Agora imagina que louco seria se por um tempo você decidisse explorar um estilo novo, tanto ouvindo como também reproduzindo em seu horário de treino.
Agora imagina como seria mais louco ainda se você conseguisse absolver um pouco desses novos estilos na bateria e aplica-los na sua banda que toca um estilo completamente diferente.
A ideia parece bem fora da caixa apenas sendo falada, mas vou te mostrar um vídeo de exemplo. O Baterista a seguir se chama Luke Holland e ele está tocando duas músicas da banda Bring Me The Horizon que atua de maneira alternativa no gênero da música Rock, tendo boa parte da carreira sido marcada como uma banda de Metalcore.
No vídeo a seguir Luke faz inserções de levadas de sertanejo em um contexto onde é muito incomum encontrar uma bateria soando dessa forma:
Conclusão:
É isso galera. O que eu quis dizer com tudo isso
é que ouvir coisas diferentes e reproduzir coisas diferentes
no nosso momento de prática são as melhores ferramentas
que podem nos ajudar a criar de maneira diferente
nos momentos de compor e também inovar nos momentos de
reproduzir aquilo que já tocamos com nossa banda ou nosso grupo.
Um forte abraço,
Gustavo Santos.
Instagram: @gugazx
Facebook: Gustavo Santos
Youtube: SpaceDrummer

Colunista do Blog do Baterista e Baterista da banda NDK!